quarta-feira, 18 de agosto de 2010

um dia de aula

Acordei, avá. Comecei o preparo para ir à escola. Quase todo dia pego carona. Uns matam a pobre aula, outros se quer entram na escola. Por alguns instantes conversamos com amigos, trocamos ideias, observamos os movimentos ao redor. O sinal toca. É de lei o atraso para entrar. Sei lá, mas na cabeça deles acho que isso transmite a sensação de quebra de regras, ou simplesmente é um prazer não entrar na escola. Todos resolvem adentrar ao mesmo tempo, ocasionando congestionamento nos corredores; o turbilhão de vozes, passos largos, pessoas diversas. À um passo da classe, poucas pessoas estão presentes e certamente aparecerão mais alguns.
O professor toma sua posição, tenta cumprir sua função de educador que as vezes, no mínimo é chamar a atenção do aluno, com intenção de que o mesmo aprenda algo relevante na sociedade fútil em que vive. Resultado: #fail. Motivo: professores sem estrutura suficiente para transmitir sua mensagem, e alunos dispersos que vão à escola para colocar conversas em dia, ou até mesmo vegetarem sentados numa cadeira dura. Só quem tem pulso dfirme, boa instrução e preparo consegue ministrar bem uma aula.
Slá, acho que o primeiro momento mais esperado é o intervalo: o mesmo procedimento da entrada, rumo a cantina para a satisfação do estômago. Aí é a movimentação constante, a pegação dos casais, a partida de futebol dos jogadores e até mesmo o momento de solidão dos depressivos. Há dias que isso vale a pena, mas em compensação, tem outros que não deixam um pingo sequer de vontade de sair.
Os dias são tão iguais, todos com as brincadeiras mais divertidas possíveis [brincs, estou ironizando], os reprimidos olhando pro nada, alguns ouvindo música, outros desavidos copiando a tarefa de um nerd, um revoltado escrevendo textos e vários grupos de conversas; aulas vagas é a esperança de muitos que não tem coragem de matar aula. Eu sinto que, se for verdade a afirmação que "somos o futuro do Brasil", infelizmente as profissões serão extintas, haverá inúmeros trabalhadores incompetentes e frustrados e uma porcentagem minoritária de bons profissionais.
O sinal toca. Tudo começa novamente, só que agora caminhando para casa. Revendo as mesmas paisagens, mudando apenas o elenco e a condição climática; é assim que termina o ciclo escola, que começará de novo dentro de algumas horas.

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